08 May 2017

OPERAÇÃO BIKINI 2017


"OMG o Verão está a chegar e eu estou uma baleia!". Sim, isto foi algo que eu pensei. Desde que voltei da Dinamarca, notei que o meu corpo não está igual ao de quando fui. É difícil manter a rotina de exercício e de alimentação quando se muda de país. É verdade que lá inscrevi-me num ginásio, mas o exercício não é tudo. A alimentação tem um grande peso na dieta, e foi essa que mais afectou o meu corpo. A Dinamarca, como país nórdico, tem uma gastronomia que combate o frio com a existência de sopas quentes e pesadas com muita batata, carnes processadas para acompanhar o pão preto e salsichas. Este tipo de alimentação é bem diferente do que estou habituada. Aqui, em Portugal, costumo comer refeições mais ligeiras, porque, na verdade, com o calor não tenho muita fome.

Apesar da experiência lá ter sido fantástica, vim deprimida com o meu corpo. Ganhei barriga outra vez (que me levou um ano a perder e a conseguir formar abdominais), comecei a ter celulite do tipo que se nota a olho nu, estava com a cara bolachuda, com pouca vontade de me mexer e estava sempre com fome de doces.

O derradeiro teste foi pôr-me em cima de uma balança e experimentar umas calças que tinha comprado no ano passado. O veredito? Tinha mais 4kgs em cima e não cabia num 36! Para resumir, durante essa tarde passei por várias fases: deprimir, odiar o corpo, aceitar que iria ficar gorda para sempre, pensar que nunca mais saíria de casa (muito menos por os pés na praia), e, por fim, pensar em soluções para mudar drasticamente. 

Uma lipo estava completamente fora de questão – também não sou assim tão maluca. Mas lembrei-me que no ano passado tinha feito um workshop com a Martilicious em que ela levou o seu PT para um workout. Corri logo para o Instagram (na verdade, já o tinha aberto, #addicted) e comecei a falar com ele para ver se me podia treinar. De seguida, procurei novos ginásios em Lisboa e inscrevi-me logo num com a minha mãe – a minha eterna parceira de workout. E ainda procurei um detox que pudesse ser o restart desta nova etapa. E foi assim que me deparei com a marca espanhola Drink6.


O meu objetivo (irreal) era perder estes 4 kilos a mais e ficar na forma em que me encontrava em Dezembro. O reality check fez-se na avaliação do ginásio, quando o PT estava a medir a minha massa gorda e magra, e o perímetro abdominal e disse que num mês era possível apenas perder 1 kg e dois centímetros na barriga.

Isto de voltar ao peso e forma anterior não ia ser de um mês para o outro. Mesmo assim, não desisti. Sim, foi duro ouvir aquilo, mas sabia que seria pior se nada fizesse para o mudar.

Na primeira semana, desinchei. A cara voltou ao normal (talvez o choque da comida saudável portuguesa tivesse a ver com isso). E após duas semanas em que conjuguei os treinos do PT ao ar livre e as idas ao ginásio (três vezes por semana), emagreci meio kilo!


Agora falando do plano de detox da Drink6. O que escolhi foi um plano de sumos para apenas 1 dia (e não mais para não ficar fraca ou com fome e estragar o plano). Este consistia em beber 6 sumos diferentes, adaptados a cada hora do dia.

Eu, que já estou habituada a beber este tipo de sumos, não tive nenhuma dificuldade em fazer este detox. Aliás, até achei estranho não haver nenhum sumo verde. Mas, basicamente os sumos dividem-se em dois: as refeições mais importantes (pequeno-almoço, almoço e jantar) são substituídas por sumos mais densos, ou seja, com abóbora, couve ou leite vegetal, e, entre as refeições principais, os sumos eram mais leves com sumo de limão, menta, pimenta cayena, etc.

O que gostei foi o facto dos sumos serem tão naturais – podia-se mesmo sentir cada fruta e vegetal na sua forma mais crua – e fresquinhos – o que foi perfeito para aquele dia de 27ºC.

Se tive fome? Por acaso, não. Os sumos são grandes (cada tem meio litro), por isso saciam bastante. E se der fome, quer dizer que já é hora de beber o próximo. Se me senti fraca? Também não, até fiz um plano de HIIT do meu PT Afonso Vareta (@afonsovareta) na praia e não tive tonturas.

O veredito: Não, não emagrece. Não acordei linda e maravilhosa no dia a seguir (aliás, acordei esfomeada!). O que o detox fez, na realidade, foi eliminar as toxinas do corpo (todas aquelas acumuladas pela má alimentação) e fornecer as vitaminas necessárias para uma semana! Acordei, sim, mais leve e pronta para recomeçar a comer bem.


Agora, não queria de vos deixar de dar algumas dicas, especialmente se estiverem na minha situação. O corpo de bikini não acontece de um dia para o outro, nem de um mês para o outro, nem a beber estes sumos todos os dias. O corpo de bikini transforma-se gradualmente. 

Aqui te deixo dois grupos de dicas distintos:

Dicas para chegar ao corpo ideal:

1. Evitar estes tipos de alimentos: gorduras – folhados mistos, croquetes –, açúcar – donuts, chocapics, Coca-Cola –, hidratos de carbono com glúten – pão branco, esparguete – e sal – molhos de soja, caldos Knorr.
2. Apostar mais na proteína (carnes brancas e peixe gordo, por exemplo) e nas verduras, e menos nos acompanhamentos de hidratos de carbono.
3. Exercitar o corpo pelo menos três vezes por semana (de modo a ver resultados). Nem que seja uma caminhada de meia hora ou um treino intensivo de uma hora. Não fiques em casa a amolecer, sai e exercita.
4. Ter uma cheat meal por semana para ajudar à sanidade mental. Não obcecar com a dieta e com a sua rigor, e relaxar numa refeição (sim, aqui abre-se excepção ao ponto 1).

Dicas para combater a celulite:

1. D
e manhã, ao levantar, faz 15 agachamentos a velocidade normal para activar a circulação das pernas.
2. Se tiveres num sítio em que estejas sentada durante muitas horas, tenta levantar-te de hora a hora e mexer as pernas. Um truque para reactivar a circulação (e prevenir ou diminuir a celulite) é dar palmadinhas nas coxas.
3. Evita cruzar as pernas e usar roupa apertada.
4. Quando tiveres a tomar o teu duche morno, acaba com jactos de água fria nas tuas coxas, glúteos e barriga (o choque de temperatura activa a circulação).
5. Traz sempre contigo uma garrafa de água de 1,5L e vai bebendo ao longo do dia, alternando com chás detox (por exemplo, o da Yogi que se encontra no Continente).

Extra: uma vez por mês, faz uma massagem de drenagem (ou seja, expelir a gordura para o sistema linfático – ou seja, a gordura sai no chichi). Apesar das dicas acima, às vezes a celulite não desaparece sozinha, é preciso alguém especializado ajudar-nos. Recentemente, encontrei uma massagista incrível que me desfez a gordura das coxas numa só sessão. Se quiseres marcar algo com esta mulher milagrosa, marca aqui a tua sessão: 966 697 445, Samira Santos (atenção, esta informação não é paga, estou a partilhar o meu segredo para que todas fiquemos felizes com os nossos corpos!).

04 May 2017

HEIM CAFÉ


O Heim Café é, por minha descrição, uma casa ucrâniana de brunches internacionais. É um ótimo espaço para trabalhar calmamente no computador e bebericar um cappuccino olhando para a rua com pouco movimento e é também perfeito para um brunch a dois acompanhado por conversa animada.

[EN]: Heim Café is, by my description, an Ukrainian house with international brunches. It's a great space to work quietly on the computer and sip a cappuccino overlooking the trafficless street and perfect to have a double brunch and chit chat.


Fomos a uma hora com pouca gente e foi muito agradável. O staff (que na verdade são os donos ucranianos) são muito atenciosos e simpáticos – até agradecem que tiremos fotografias do espaço, coisa que por vezes não acontece em espaço de donos portugueses).

We went at a time with few people and it was really pleasant. The staff (which in fact are the Ukrainian owners) are really helpful and nice – they were really thankful for the pictures we were taken, somthing that doesn't happen very often in Portuguese owned coffee shops).


Lá há duas opções de brunch bem completos (€9 cada): o amarelo, que a Catarina pediu, que inclui iogurte com granola e uma torrada para começar e um prato com feijão, dois ovos, salsicha e salada para acabar; e o verde, o que eu pedi, que inclui uma taça de salada de fruta e iogurte com granola para começar e uma tosta de abacate com pedaços de requeijão a enfeitar, dois ovos e uma salada para acabar.

Fora do menu, consegui que me trouxessem uma mimosa – um copo de espumante com sumo de laranja. Uma delícia! E um must se tomarem este brunch.

There, there are two complete brunch options: the yellow one, which Catarina chose, that includes a yogurt with granola and a piece of toast for starters and a plate with beans, sausage, two eggs, toast and salad as a main dish, and the green one, which I chose, that includes yogurt with granola and fruit salada for starters and a plate with an avocado and cottage cheese toast, two eggs and a salad as a main.

Out of the menu, I got to order a mimosa – sparkling wine with orange juice. So refreshing! And a must if you're brunching.


O espaço tem as dimensões ideais, nem muito pequeno nem muito grande. Tem janelas grandes para a rua, um ambiente muito caseiro e um feel orgânico (com mesas e cadeiras de madeira, bem como uma decoração com antigas caixas de fruta e plantas frescas colocadas em cada canto do café). Até parece que estamos numa varanda, mas no interior. 

The space has the ideal dimensions, not too small nor too big. It has big windows facing the street, a very homey environment and organic feel (with wooden chairs and tables and wooden decor with old fruit baskets, plus plants all around!). It almost feels as we are sitting on a dock but indoors.


Rua Santos-O-Velho, 2

02 May 2017

LATELY ON THE GRAM II


Lisboa menina e moça, meninaaa! É esta a música que me fica na cabeça cada vez que volto de um sítio. 

Nos três meses em que estive fora, esqueci-me de como Lisboa é: tão colorida – cada casa é pintada de uma cor! há casas verdes, amarelas, cor-de-rosas, azuis, tudo! –, como o sol é mais brilhante aqui e como esses dois factores anteriores fazem com que as pessoas andem sempre alegres – pelo menos eu tenho andando com um sorriso de orelha a orelha cada vez que saio de casa. 

Tinha-me esquecido como Lisboa é linda! Ai, como é bom voltar. E dar o devido valor à nossa cidade.

Nesta semana em que voltei, não perdi nem um minuto e revi todos os cafés da capital (ok, pelo menos os meus preferidos). E claro, sempre muito bem acompanhada por amigas que já tinham saudades minhas (ok, e ao contrário também).

No primeiro fim-de-semana, percorri Lisboa inteira (e arredores) com a Catarina, youtuber do Life With Cat. Fomos tomar brunch ao Nicolau Lisboa, andámos de eléctrico até ao Castelo, descemos a encosta de tuk tuk, andámos de bicicleta de dois lugares em Belém e acabámos o dia a comer as mini panquecas da Wish na LX Factory (se quiseres ver esta loucura de dia, carrega AQUI).

Depois, marquei uma sessão tropical com o incrível Carlos Pfumo – muito em breve os resultados aqui no blog. Foram três horas intensas a fotografar pelos olhos do Sr. Pfumo – ou seja, muito artisticamente.

Conheci – finalmente – a Inês do Lisboa.Come (e de muitas contas TOP, incluindo a de Lisboa). Fomos a convite do Ground Burger provar os seus hambúrgueres e batidos – e ficámos batidas! A Inês é uma querida e muito genuína – já nos conhecíamos virtualmente e a sua maneira de ser foi transparente nos dois meios. Conheci também a Andreia Costa, a blogger do Hey Andy Hey – é sempre bom partilhar dos mesmos gostos caféólicos (isto é sequer uma palavra?), e a Rita do insta super tumblresco Hype Paradise.

Foi com a Catarina Santiago, do blog intitulado com o seu nome, que provámos o brunch do HEIM café. Também um sítio que desejava ardentemente experimentar quando vi a inundação deste espaço pelos Instagrams dos foodies portugueses – um post detalhado também prestes a sair!

E foi assim, a semana de regresso a casa. E a vossa? Aulas? Frequências? Férias?

Não te esqueças de me seguir no Instagram: @inesserodio95.

30 April 2017

NARS em PORTUGAL? OMG!


É verdade, a marca do maquilhador e fotógrafo François Nars, cobiçada por todas as beauty junkies, vai chegar finalmente a Portugal. Por esta altura, já não é novidade. A Susana Chaves, editora de beleza da Vogue, já o anunciou numa insta story e o evento de lançamento com bloggers (não eu) já se sucedeu.

Não é por acaso que eu tenho um produto da NARS e até tenho algo para vos contar sobre ele.

Primeiro: apresentações. Cara leitora, apresento-lhe o Sr. Radiant Creamy Concealer. Sr. Radiant Creamy Concealer apresento-lhe a cara leitora. Apresentações feitas. Vamos ao que interessa.


[EN]: That's right, François Nars' brand, wanted by all beauty junkies, is coming to Portugal. By now, this is no news. Susana Chaves, the beauty editor of Vogue Portugal, has already leaked this info on her Instagram and the launching event with bloggers (not me, tho) has already happened. 

It's not by chance that I have a NARS product and have something to tell you about it.

First things first: introductions. Dear reader, meet Mr. Radiant Creamy Concealer. Mr. Radiant Creamy Concealer meet dear reader. Introductions made. Let's get into what matters.



Já há muito que ouvia falar na NARS. Muito por alto na verdade. Comecei a seguir a página de Insta porque achava graça ao seu nome – NARSistic. Mas, foi em vídeos de beleza que percebi o hype desta marca e produtos. O que mais me ficou na memória – talvez por todas as youtubers de beleza o mencionarem – foi o corrector de olheiras (e o blush 'orgasm').

Na altura, andava a acabar um que tinha da Maybelline (que me custou uns 8€ na Primor em Madrid) e que já me estava a durar o 2º ano. Quando esse acabou, decidi investir num produto de luxo e fui directa à banca da NARS, no ILLUM em Copenhaga.

A verdade é que este é daqueles produtos caros que valem mesmo a pena. O meu tom é o Custard, um tom médio amarelado para esconder as olheiras arroxeadas. A fórmula é cremosa, esbate muito bem com o dedo (ou com uma esponja) e não precisa de baking. Aguenta bem todo o dia, ilumina o olhar e hidrata – já nem tenho usado muito o creme para olhos de abacate da Kiehl's.


It has been a long time since I first heard about NARS cosmetics. Very briefly in the beginning. I started by following their insta page because I found their name funny –NARSisistic. But, actually, it was in beauty videos that I got this NARS hype. The product that stayed in my memory was the concealer (and the 'orgasm' blush) – maybe because every beauty YouTuber mentioned it.

By that time, I was finishing up a Maybelline concealer (which cost me €8 at Primor in Madrid) and it was lasting me already for the second year in a row. When that one finished, I decided to invest in a luxury item and went straight to the NARS counter, at ILLUM in Copenhagen.

The truth is that this product is expensive but it is worth the price. My color is Custard, a medium yellowy tone to hide my purple under eyes. The formula is creamy, blends well with the finger (or a sponge) and doesn't need any baking. Holds nicely all day long, brightens the look and hydrates – I haven't been using my Kiehl's avocado under eye cream.  



O packaging é simples. O aplicador é ideal. E para o pouco que uso, vai-me durar pelo menos um ano.

Agora, o que dói: custa 30€. Mas lá está, produtos de luxo têm um preço elevado pela qualidade dos ingredientes e pelo peso da marca (que ainda por cima é francesa).


The packaging is simple. The applicator is perfect. And for the few amount of product that I use, I'm sure it'll last me a whole year.

Now, what hurts the most: it costs 30€. But that's the thing, luxury products have a higher price due to quality ingredients and to the weight held by the brand (being French doesn't help).


E vocês? Têm alguma coisa da NARS? Ou o que estão a pensar comprar quando cá chegar nas lojas Sephora dia 6 de Junho?

What about you? Do you have anything from NARS? 

29 April 2017

Instagram Mission in Copenhagen

Ah, Copenhaga. Como o tempo voa. Há três meses lá estava eu, no meio de neve e de dias curtos. Agora, olho para trás com nostalgia do tempo que passei numa cidade tão evoluída, limpa, organizada e segura. Sim, aí está Escandinávia para vocês.

No meu último fim-de-semana, aventurei-me sozinha numa missão de Instagram. O objectivo? Encontrar os lugares menos turísticos da cidade. Aqueles que só os que lá vivem conhecem. Por isso, agarra um papel e uma caneta (ou abre as notas do teu telefone) e tira notas! 

Deixo aqui algumas imagens e um vídeo dos sítios por onde passei.

[EN]: Ah, Copenhagen. How time flies. Three months ago, there I was, in the midst of snow and short daytimes. Now, I look back with nostalgia of the time I spent in a city so evolved, organised, clean and safe. Yup, that's Scandinavia for you.

On my last weekend, I ventured alone on an Instagram mission. The goal? To find the non-touristic parts of town. The ones that only the locals know. So grab a paper and pen (or open your notes on your iPhone), and take notes! 

I'll leave you with the images and a video of the places I went.



GRØD / TORVEHALLERNE MARKET



THE LAKES


KONGENS HAVE / ROSENBORG SLOT
(ou Jardim do Rei e Castelo de Rosenborg)
(or the King's Garden and Rosenborg Castle)




BOTANISK HAVE
(ou Jardim Botânico)
(or Botanical Garden)


GAMMEL MØNT



SONNY


NORDISK FILM BIOGRAFER PALADS / THE DONUT SHOP 


AXEL TOWERS


ROYAL LIBRARY 


CHRISTIANSHAVN






23 April 2017

The Good & The Bad: 10 coffee shops in CPH


Quem me conhece, sabe que os cafés de conceito são o meu lugar feliz. Este amor e apreciação pela qualidade do café combinada com a decoração e design pensados do sítio teve início em Paris – também, o que é que não começa lá?

Foi na Cidade da Luz que eu me consciencializei que estes pequenos sítios onde as pessoas se encontravam e falavam sobre uma caneca de cappuccino quente, sentadas em cadeiras de segunda-mão restauradas e a olhar para a rua movimentada por grandes janelas de vidro, eram os lugares para se estar.

Porque não é só o latte de leite de soja que bebes ou o bolo de cenoura sem glúten que comes. É o ambiente e as pessoas com que estás que fazem estes momentos especiais. São os quadros pendurados nas paredes com frases inspiracionais ou as revistas de design à disposição para se folhear. É o barista concentrado em preparar o café de filtro e o fotógrafo artístico a editar as fotografias no seu Mac.

Em Copenhaga, eu fiz uma lista gigante de cafés que queria experimentar. Mas, por viver longe da cidade (10 minutos de comboio), ir ao centro não era sempre a prioridade ao final de um dia de trabalho. De qualquer maneira, em três meses fui a 10 cafés diferentes e são esses que interessam – pelo menos agora para este post.

E aqui estão eles, com as minhas opiniões pessoais nos menus e nos ambientes.

[EN]: The ones who know me, know that coffee shops are my happy place. This love and appreciation for good quality coffee combined with a thoughtful space design and decor started in Paris – doesn't everything start there, tho?

It was in the City of Light that I became aware that these small places where people met and chatted over a hot cup of ccino sitting on second-hand restored chairs and looking over hustling streets thru big glass windows, were the places to be in. 

It's not only the latte with soy milk you drink or the gluten-free carrot cake you eat. It's the environment and the people you're with that make these moments special. It's the little boards hanging with inspirational quotes or the design magazines available to look at. It's the concentrated barista preparing a filter coffee and the artsy photographer editing pictures on his Mac.

In Copenhagen, I had a huge list of coffee shops I wanted to experience. Though living far away from the center (10 minutes by train), it wasn't always my priority to go there after work. Nevertheless, in three months I went to 10 different coffee shops and those are the ones who matter – at least for the sake of this post.

So here they are, with my personal review on their menu and ambiance.


O bom: Excelente seleção de bebida cafeinadas. O caracol de canela sueco é delicioso. Hygge em todo o lado aqui com sofás grandes de pele muito confortáveis e luz fraca. Mesmo no centro da cidade.

O mau: A wifi nem sempre funciona. Os caracóis de canela suecos nem sempre estão disponíveis. 9€ por um cappuccino de amêndoa e uma fatia de bolo – caro!

The good: Great selection of coffee drinks. The Swedish cinnamon roll is amazing. Hygge all around with big comfy leather sofas and dimmed lighting. Right in the city center.

The bad: Wifi not always great. Swedish cinnamon rolls not always available. 9€ for an almond cappuccino and a piece of cake – expensive!


O bom: Café, sumos de vegetais e shots de gengibre ótimos. Baristas giros. Ambiente jovem e música do momento.

O mau: A música pode ser demasiado alto para estudar.

The good: Great coffee, veggie juices and ginger shots. Good-looking baristas. Cool environment and hip music.

The bad: Music can be too loud to study.


O bom: Grød tem uma seleção incrível de papas de aveia. Os toppings são orgânicos e há vários diferentes – desde fruta fresca a seca, a molhos de frutos secos a de doces. A mistura do Resso é suave – o que eu gosto.

O mau: Grød – grandes taças e daí demasiada comida. As papas de aveia são secas, em vez de cremosas como eu gosto. Resso – não tinham latte art (apesar de ter pedido leite de aveia que não tem uma consistência mais grossa para fazer esse efeito).

The good: Grød has an amazing selection of porridge. The toppings are organic and there are a big selection – from fresh to dried fruit, to nuts to sweet sauces.
Resso's blend is mild – which I like.

The bad: Grød – Big bowls, too much to eat. Porridge too dry and not creamy as like better.
Resso – not latte art (tho I know I ordered with oat milk and it doesn't have a thick consistency to do so).


O bom: Grande seleção de opções de brunch. Escolhas saudáveis. Preço ótimo (por 13€ pode-se escolher 7 pratos – e dá perfeitamente para partilhar).

O mau: Muita gente aos domingos de manhã.

The good: Great selection of brunch options. Healthy choices. Great price (€13 for 7 pieces – ideal to share).

The bad: Very crowded on Sunday mornings.


O bom: A melhor mistura na cidade – grãos da Colômbia. Espressos amargos, ótimos para começar o dia com energia. Muitos baristas por isso pouco tempo à espera.

O mau: Nada a apontar.

The good: The best blend in town. Bitter espressos, great to get the morning started. A lot of baristas, so not too long waiting for your order.

The bad: Nothing. 


O bom: A melhor tosta de abacate da cidade. Janelas grandes que deixa a luz natural entrar. Espaço grande decorados com tons claros.

O mau: Não há wifi. Não há leite vegetal.

The good: The best avocado toast in town. Great big windows with natural lighting coming thru. Big space decorated with light colors.

The bad: No wifi. No vegan milk. 


O bom: Tostas de abacate com ovo divinais. Tem wifi e tomadas de electricidade – para uma pausa para as redes sociais.

O mau: O matcha latte é péssimo – sabia demasiado ao leite de amêndoa e nada à matcha que paguei.

The good: Great avocado and egg toast. It has wifi and power outlets – for a social media break.

The bad: Terrible matcha latte – tasted too of the almond milk, and none of the matcha I paid for.


O bom: OS MELHORES caracóis de canela da cidade.

O mau: O espaço não tem muita graça, parece mais um sítio de restauração generalizado. O leite de soja não tem sabor. 

The good: THE BEST cinnamon swirl in town.

The bad: The space is no big deal, looks like a food court. Soy milk has no flavour at all.


O bom: Matcha orgânica com sabor suave. Porções generosas. Diferentes opções de leite vegetal – de soja, amêndoa, caju,... Incrível ambiente escandinavo – com cores clara e um espírito zen. Tem wifi.

O mau: Um pouco caro para matcha com leite (7€).

The good: Organic matcha with a mild taste. Nice big servings. Quite a lot of options for vegan milk – soy, almond, cashew,... Amazing Scandi environment – light colors and zen mood. Wifi.

The bad: Quite expensive for matcha and milk (€7).

02 April 2017

How to be a professional amateur vlogger & blogger



Em dois anos muita coisa mudou – sim, em Março o MOI fez dois anos, YAY!

Quando o meu professor de publicidade sugeriu-nos que arranjássemos um portfolio onde expuséssemos o nosso trabalho criativo para os futuros empregadores poderem analisar, eu decidi criar um blog. Comecei por exportar todas as minhas opiniões do Zomato para essa plataforma e apenas publicar uma fotografia simbólica com um link para a review na aplicação – vê o que quero dizer aqui.

Desde esse momento que as fotografias têm tomado uma maior parte no blog (sem nunca comprometer a parte escrita).

É por isso que, depois de três meses a "bloggar" e a usar o meu telefone como câmara principal do blog, resolvi fazer um update e comprar a minha primeira câmara DSLR. Senti que elevei o jogo do meu blog. Agora tinha mais visualizações, mais respostas positivas e sentia-me mais desafiada para tirar sempre melhores e melhores fotografias – quer de sítios a que ia, de comida que comia ou de outfits que vestia.

Dois anos depois e o meu equipamento tem indo, definitivamente, a completar-se. Especialmente agora que me juntei ao YouTube e isso requer outro tipo de materiais – vê aqui o meu canal.

Agora que já viste os meus vlogs e leste os posts no blog, poderás perguntar "mas como consegues fazer tudo ao mesmo tempo?". Com um casaco com bolsos grandes, uma mala onde cabe a câmara perfeitamente e boa disposição.

Além disso, também tenho uma lista em baixo de todo o equipamento que uso para "bloggar" e "vloggar" ao mesmo tempo.

[EN]: In two years a lot has changed – yup, March was MOI blog's second birthday, YAY!


When my advertising professor advised us to get a portfolio to present our creative work to future employers, I decided to start a blog. I focused on exporting all of my Zomato reviews onto this platform. The post would get one iPhone 5 quality photo, a text and a link to the actual review with more photos – s
ee what I mean, here.

Since then photos have been taking a bigger part on my blog (without ever compromising the written part).


That's why, after 3 months of blogging and using my phone as a main blogging camera – though there's nothing wrong with it when you're starting a blog – I bought my first ever DSLR camera. I felt like it upped so much the game. I got more views, more positive feedback and I felt more challenged to take amazing pictures – either of places, food or of myself.


Two years later and my gear has definitely gotten more complete. Especially now that I've joined YouTube, which requires different gear – check my channel here.


Now that you've watched my vlogs and you've read my blog posts, you might ask "but, how do you do it all at the same time?". With a coat with big pockets, a bag where my camera fits perfectly and a good mood!


Besides, there's a whole list of gear that I use to blog and vlog at the same time.




Para filmar, tenho usado o meu iPhone 6S que tem uma ótima qualidade para o fazer (pode ir até 4K, apesar de depois demorar muito tempo para exportar) e uso também uma lente de grande angular da marca Moment que apanha mais da paisagem sem distorcer a imagem.

Nunca podes esquecer uma powerbank. Esta baratuxa que comprei numa loja de souvenirs em Londres deu para o telefone não morrer no momento e acabar esse vlog, mas quero arranjar uma melhor que dê para carregar várias vezes ao dia – alguma sugestão?

Recentemente, comprei um leitor de cartões de memória para quando tirar uma fotografia com a câmara (que é normalmente melhor do que as que tiro com o telefone), poder exportá-la logo para o telefone e publicá-la no Instagram – sinceramente, uma das minhas melhores compras para este tipo de coisas.

To film, I've been using my iPhone 6S which has a great quality to do it (it goes up till 4K, though that takes days to export) and I use a wide lens from Moment to fit the most in one shot without distorting the image.

You can never forget a powerbank, this crappy one I bought in a souvenir shop in London so my phone wouldn't die in between filming is okay, but I should definitely get a better one – one that can charge multiple times a day. Any suggestions?


Recently, I also bought a memory card reader, so whenever I take a photo with my camera (which is usually better than my phone's), I can export it immediately to my phone and post it on Instagram – honestly, one of the best things I could spend money on.


Eu não trago necessariamente duas lentes comigo em cada viagem que faço, porque prefiro viajar só com o essencial. Depende se fizer uma viagem para uma cidade mais pequena – como Amesterdão, onde levei a de 35mm para tirar fotografias aos detalhes – ou uma cidade grande – como Londres, onde levei a lente de zoom para apanhar os edifícios ao longe quando estava em terraços. Cada equipamento adapta-se a cada viagem.

I don't necessarily bring two lenses with me when I travel, because I try to travel light. It depends if I'm seeing a small city – like Amsterdam, where I took the 35mm lens to shoot details – or a big city – like London, where I brought my zoom lens to shoot far away buildings from terraces. Every equipment adapts to each trip.



É difícil? Para mim não, porque adoro tirar fotografias e tenho gostado imenso de documentar as minhas viagens – estes vlogs são as melhores memórias que posso guardar e partilhar. Mas para as pessoas que estão comigo é que deve ser chato. Agora têm de esperar o dobro do tempo para comerem, porque além de tirar fotografias do prato e do espaço e pedir para tirar uma de mim com a comida no espaço, também têm de esperar que filme cada prato. Por isso sim, ficam em risco da comida arrefecer.

O que vale é que até sou sortuda com estas minhas pessoas, porque percebem a razão pela qual faço tudo isto. Elas não se importam de esperar um pouco até eu conseguir tirar a fotografia perfeita e até me ajudam a tirar coisas desinterssantes da mesa. Por isso, obrigada a todos os que aturaram as minhas mesquinhices nestes vlogs e que me ajudaram a tirar fotos perfeitas para as minhas redes sociais e blog – vocês sabem quem são.

Is it hard? Not for me, because I love taking photos and documenting my trips – which have been my best memories I get to keep and share. But the people I'm with must be  somewhat annoyed. Now they have to wait twice as long to eat, because not only I take pictures of the food and the space and of me with the food in the space, I also film the details of every plate. So yeah, the food tends to get cold.

Though I'm lucky because all of my friends understand the reason why I'm doing it and that I really need that perfect shot, so they're willing to wait a few minutes so I get everything done – and that I'm happy with the result. Thank you (you know who you are) for patiently waiting and helping me getting everything Insta perfect.